RESENHA: A Sutil Arte de Ligar o Foda-se - Mark Manson

21:26:00

FICHA TÉCNICA
Título: A sutil arte de ligar o foda-se
Autor: Mark Manson
Editora Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 224


SINOPSE:
Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço.
Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva — sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. é um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. é insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se.




RESENHA #ByAnna

O autor começa falando do nosso querido velho safado  Bukowski. Então achei que começou bem e que a leitura ia fluir.
Mas não deu. 224 páginas que me pareceram 800. Empurrei esse livro com a barriga, com muito esforço para não desistir.

A sutil arte de ligar o f*da-se é um livro que chama a atenção, desde o título, a capa e é claro: a excelente divulgação que ele teve.
É um livro de auto ajuda virado do avesso, já que o autor não te incentiva a nada, muito pelo contrário.
Em raríssimos momentos  ele até fala algumas verdades nuas e cruas, e muito interessantes. Mas é só.

São muitas as historinhas contadas nesse livro. Algumas são hipotéticas, outras realmente aconteceram com pessoas fracassadas em potencial, e também o autor fala muito de sua infância e adolescência, e  exageradamente do seu convívio com drogas.
Conceitos como “ Eu estou na pior, mas e daí?”

O autor é exagerado, preconceituoso e gosta de julgar as pessoas.
Foram várias as passagens em que ele criticou, deduziu e diminuiu uma pessoa.
Como por exemplo, quando ele cita uma senhora na fila do caixa exigindo seus direitos, já que na prateleira o produto era um valor e na hora de pagar, outro.
Depois de denegrir a pobre senhora, já na página seguinte, ele critica em especial “ gente branca”. Como se cor de pele formasse caráter.

E tem a história de uma pessoa que perde um filho um acidente, e ele  define que a pessoa pode escolher se entra ou não em depressão, como se fosse algo tão simples.
Somos seres humanos, e não robôs.

Depois ele contou a história de um rei e como ele tratava o filho, privando ele de tudo que acontecia no mundo.
Primeiro o príncipe vive mimado no castelo e nada sabe sobre o sofrimento alheio.
Então ele descobre a verdade e resolve viver como um mendigo.
Depois de muito tempo vivendo na sarjeta ele descobre que sofrer é desagradável.
Então passa mais de um mês sentado pensando na vida.
Anos depois ele descobre algo incrível, que se tornaria o princípio de sua filosofia: Devemos parar de tentar resistir à dor e à perda. E então o príncipe se tornou conhecido como Buda.

Mais adiante, em um capítulo intitulado “ Se mate”,  ele volta a citar essa religião, dizendo que o budismo nos encoraja a ligar o foda-se.

“ Meu conselho é: não seja especial. Não seja único. Em geral, significa desistir de ideias grandiosas para si.” Pág 150.

Essa obra  é repleta de filosofias estúpidas e contraditórias das quais dor, tristeza, dúvidas e rejeição são considerados sentimentos ótimos.

Esse livro deveria se chamar A descarada arte do conformismo. O autor prega que se estamos tendo dias ruins, que devemos aceitar isso, gostar e não querer mudar.

“ Esse livro vai ensiná-lo a nem tentar” Pág 30.

Ou seja: se sua vida é vida está uma droga, ótimo! Fique feliz com isso.

Conclusão: uma excelente lavagem cerebral para mentes vulneráveis.

Alguns livros me fazem pensar que qualquer um pode escrever um livro, mas nem todos podem ser escritores.

Avaliação: 2/5

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